sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Carta produto da oficina "Atuação da Juventude no Mais Educação"

CARTA PROPOSTA DOS COLETIVOS JOVENS DE MEIO AMBIENTE PARA “Mais Educação” NO BRASIL
Nós, jovens integrantes dos Coletivos Jovens pelo Meio Ambiente, reunidos no V Encontro Nacional de Juventude e Meio Ambiente, vimos por meio desta carta declarar nosso apoio ao Programa Mais Educação e apresentar algumas considerações e propostas para fortalecê-lo como política pública estruturante da implantação da educação integral no país.
Presenciamos e nos solidarizamos com as vítimas das catástrofes ambientais, conseqüências das mudanças climáticas e geradas pelo atual modelo de desenvolvimento insustentável da sociedade. É urgente a criação de uma geração capaz de reverter a práticas que nos levaram à crise ambiental global e consideramos este momento primordial para reforçar as políticas públicas de longo prazo que estruturem o sistema de educação para isso.
Historicamente, os Coletivos Jovens acompanham o processo de formação das Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas, as COM-VIDAS, que surgiram em 2003, como deliberação da I Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, expressa na Carta das Responsabilidades.
Certos da importância da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas Escolas (COM-VIDA) como uma possibilidade de trabalhar as temáticas do Programa Mais Educação que envolvam meio ambiente e a qualidade de vida, assumindo um papel de protagonismo social na comunidade escolar, irradiando práticas que envolvam áreas como saúde, economia, segurança, dentre outras.
Temos como compromisso pedagógico do movimento:
• Implementação das COMVIDAS, monitoramento e avaliação;
• A proposta que cerne os Coletivos, que é o protagonismo juvenil;
• princípios: “jovem educa jovem, jovem escolhe jovem e uma geração aprende com a outra”.

A proposta para o programa é:
• COMVIDA como espaço de integração das atividades de educação socioambiental na escola, devido à transversalidade de seus processos pedagógicos;
• valorização do trabalho de protagonismo juvenil com a priorização dos educadores dos Coletivos Jovens como monitores no macrocampo meio ambiente do Programa Mais Educação;
• proporcionar mecanismos de fortalecimento dos movimentos de juventude e meio ambiente através da integração com a comunidade;
• Criar ferramentas de interlocução da estrutura do Programa Mais Educação em todas as instâncias com os Coletivos Jovens de Meio Ambiente, outros movimentos sociais de juventude e monitores locais, frisando a qualidade das atividades desenvolvidas;
• reforçar e acompanhar a efetividade dos espaços de gestão democrática do Programa.
Consideramos que essa aproximação proporcionará benefícios ao Programa Mais Educação e aos Coletivos de Meio Ambiente de todo o Brasil.

Brazlândia, 10 de dezembro de 2010.