terça-feira, 29 de dezembro de 2009

No berço, nossa querida Gabi!


Gabi, uma das caçulas do CJ-PA, está aniversariando! E não poderíamos deixar de postar nossa homenagem a esta garota que, com seu jeito maluquinho de ser, encanta e alegra a todos nós, sendo sempre simpática e "cartão de visita" do CJ-PA =)

Obrigados por sua presença em nosso grupo, parabéns por mais um ano de vida, desejos de muita saúde, felicidades e que em 2010 continuemos juntos pro que der e vier!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Copenhague por: Leonardo Boff

Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Beatriz
Drumond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão:”É a treva”. Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva! Sim, a humanidade penetrou numa zona de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues à lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões
de pessoas.

O Presidente Lula, em sua intervenção no dia mesmo do encerramento, 18 de dezembro, foi a único a dizer a verdade:”faltou- nos inteligência” porque os poderosos preferiram barganhar vantagens a salvar a vida da Terra e os seres humanos.

Duas lições se podem tirar do fracasso em Copenhague: a primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, mas principalmente os paises ricos. E que agora somos também responsáveis, cada um em sua medida, do controle do aquecimento para que não seja catastrófico para a natureza e para a humanidade. A consciência da humanidade nunca mais será a mesma depois de Copenhague. Se houve essa consciência coletiva, por
que não se chegou a nenhum consenso acerca das medidas de controle das mudanças climáticas?

Aqui surge a segunda lição que importa tirar da COP 15 de Copenhague: o grande vilão é o sistema do capital com sua correspondente cultura consumista. Enquanto mantivermos o sistema capitalista mundialmente articulado será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra e se tomar medidas para preservá-las. Para ele centralidade possui o lucro, a acumulação privada e o aumento de poder de competição. Há muito tempo que distorceu a natureza da economia
como técnica e arte de produção dos bens necessários à vida. Ele a transformou numa brutal técnica de criação de riqueza por si mesma sem qualquer outra consideração. Essa riqueza nem sequer é para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa lógica obsessiva
e sem freios.

Por isso que ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível.O discurso ecológico procura o equilíbrio de todos os fatores, a sinergia com a natureza e o espírito de cooperação. O capitalismo rompe com o equilíbrio ao sobrepor-se à natureza, estabelece uma competição feroz entre todos e pretende tirar tudo da Terra, até que ela não consiga se reproduzir. Se ele assume o discurso ecológico é para ter ganhos com ele.

Ademais, o capitalismo é incompatível com a vida. A vida pede cuidado e cooperação. O capitalismo sacrifica vidas, cria trabalhadores que são verdadeiros escravos “pro tempore” e pratica trabalho infantil em vários paises.

Os negociadores e os lideres políticos em Copenhague ficaram reféns deste sistema. Esse barganha, quer ter lucros, não hesita em pôr em risco o futuro da vida. Sua tendência é autosuicidária. Que acordo poderá haver entre os lobos e os cordeiros, quer dizer, entre a natureza que grita por respeito e os que a devastam sem piedade?

Por isso, quem entende a lógica do capital, não se surpreende com o fracasso da COP 15 em Copenhague. O único que ergueu a voz, solitária, como um “louco” numa sociedade de “sábios”, foi o presidente Evo Morales: “Ou superamos o capitalismo ou ele destruirá a Mãe Terra”.

Gostemos ou não gostemos, esta é a pura verdade. Copenhague tirou a máscara do capitalismo, incapaz de fazer consensos porque pouco lhe importa a vida e a Terra mas antes as vantagens e os lucros materiais.


Texto: Leonardo Boff - Teólogo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sim é Natal.

Sim é Natal.
Vida e alegria estão no ar
Eu quero lhe dizer que isso é para você
O Menino Jesus que traz sua luz para enche o mundo de paz
Nasceu e ensinou o valor do Amor entre nós

Sim é Natal
Vida e alegria estão no ar
Eu quero lhe dizer que isso é para você
O Menino Jesus que trz sua luz para enche o mundo de paz
Nasceu e ensinou o valor do Amor entre nós

Mesmo longe de Belém
Sua vida chega aos nossos corações
Brasil vem comemorar porque Jesus nasce aqui também
Brasil vem comemorar porque Jesus nasce aqui também.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Belo Monte, Não.

ATO CONTRA A CONSTRUÇÃO

DA HIDRELÉTRICA

DE BELO MONTE

DIA: 11/12 (SEXTA)

CONCENTRAÇÃO ÀS 9h

TERMINAL RODOVIÁRIO DA UFPA



Belo "Monstro" Não!

Violência, Miséria, destruição da vida animal e vegetal, expulsão de milhares de pessoas das zonas rurais e urbanas, entre outros graves problemas são resultados da construção de usinas hidrelétricas. Mais de um milhão de pessoas ficaram desabrigadas na América Latina devido à construção de usinas.

Como podemos perceber, em nada beneficia a população, pois os únicos que realmente lucram com esse tipo de empreendimento são as grandes empreiteiras - como a Odebrecht e a Camargo Correa - e as empresas eletrointensivas.

Em defesa de soluções sustentáveis, por meio de energias renováveis, que não poluam o meio ambiente nem causem impactos ambientais, em prol da vida da população originária da região do Xingu e dos povos tradicionais, convidamos os movimentos sociais e a população em geral a se somar na luta pela vida e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Viva a aliança dos povos da Floresta!!!

Viva o Rio Xingu, Vivo para Sempre!!!



REALIZAÇÃO:

COMITÊ METROPOLITANO XINGU VIVO PARA SEMPRE: FUNDO DEMA, FASE, IAMAS, IAGUA, APACC, CPT, SDDH, MST, SINTSEP, DCE/UFPA, MLC, GMB/FMAP, UNIPOP, ABONG, CIMI, MANA-MANI, COMITÊ DOROTHY, FUNDAÇÃO TOCAIA, CIA. PAPO SHOW, PSOL, MHF/NRP, COLETIVO JOVEM/REJUMA, MMCC-PA, RECID, AITESAMPA.

e Entidades convidadas: ADUFPA, SINTUFPA, CONLUTAS, ANDES, DCE's UNAMA, UEPA, UFRA

Momentos. A Floresta nos une, a Amazônia nos pertence.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Reunião de Planejamento da Juventude pelo Meio Ambiente na Amazônia


Sob o cenário de Ananindeua-PA, nos dias 26 e 27 de novembro de 2009 reúne-se a juventude socioambientalista da Amazônia organizada em Coletivos Jovens de Meio Ambiente, representantes indígenas e diversos movimentos sociais, entre eles a Pastoral da Juventude Rural, Comissão Pastoral da Terra, Rede Mocoronga de Comunicação, Projeto Saúde e Alegria e Fundação Tocaia para vivenciar a reunião de planejamento e etapa preparatória do I Encontro Amazônico da Juventude pelo Meio Ambiente (I EAJUMA). Com o lema “A floresta nos une, a Amazônia nos Pertence” o momento contou com a participação de 40 jovens dos 9 Estados da Amazônia Legal e teve como parceiros: CJ-PA, REJUMA, UNIPOP, FAOR, Educamazônia e UNICEF.

Logo pela manhã do dia 26, houve a acolhida pela Equipe do CJ-Pará que iniciou com uma breve justificativa sobre o adiamento dos planos de um evento macro e com participação de demais movimentos.

Em seguida, recebemos a presença de Ulisses Manaçás, da Escola de Formação Florestan Fernandes, liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST no Pará, que conduziu a mesa sobre análise de conjuntura política na Amazônia e Políticas Públicas na região, através de um resgate histórico da origem dos modelos econômicos a partir da exploração das riquezas naturais e dos povos que aqui viviam e para cá trouxeram, problematizando a situação atual que temos enquanto Brasil, com visão para a Amazônia, chamando atenção para os grandes projetos que usam a biodiversidade dessas terras como moeda de barganha com os demais países. Ulisses abordou ainda sobre a necessidade de massificação das lutas, que nascem e se fortalecem principalmente pela juventude. A partir das problemáticas levantadas coletivamente diante das provocações do líder Sem Terra, iniciou-se um debate sobre a participação dos jovens na construção de Políticas Públicas e a necessidade de formação dessas militâncias. Assim construímos um mosaico situacional dos Movimentos de Lutas com os quais temos espaços para articulação e planejamento conjunto, bem como das ações que estão sendo promovidas pelos Coletivos Jovens amazônidas.

À tarde tivemos como facilitador Marcos Mota, Assessor de Comunicação do Fórum da Amazônia Oriental – FAOR, com o tema “Comunicação em Redes na Amazônia: Desafios e Perspectivas”, provocando a respeito do que conceitua comunicação e as diferentes formas que esta se dá no cenário local tendo como foco o elenco social, convidando Raquel Fernandes da Rede Mocoronga para socialização de experiências com os Telecentros de Inclusão Digital junto às comunidades ribeirinhas dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro-PA. Marcos tratou ainda sobre as Rádios Comunitárias e processo de criminalização e perseguição que estas têm sofrido durante os último anos.

Dentro desta temática, ficou livre aos presentes a construção de um plano de comunicação para a Região Amazônica de acordo com as especificidades de cada movimento e localidade, distinguindo ainda as necessidades de articulação para realização do I EAJUMA.

O dia 27 foi inteiramente dedicado ao planejamento das ações da juventude pelo meio ambiente, buscando uma forma integrada de atuação, com a facilitação de Rangel Mohedano, do Programa Juventude e Meio Ambiente da CGEA/MEC, onde foi feita uma explanação do programa e seu processo de construção.
Dentro do planejamento foram priorizados investimento em comunicação e na formação política de lideranças juvenis, pautas bastante levantadas no decorrer do evento diante das dificuldades de mobilização e a intensificação da exploração dos recursos naturais, sendo enfatizado o debate a cerca dos grandes projetos de desenvolvimento e zoneamento econômico ecológico, ambos que desrespeitam as populações tradicionais e mais vulneráveis.

Como deliberações diante das necessidades levantadas, ficou priorizada a construção da escola de formação política a distância, focada nos temas pertinentes a região, como forma de aprofundar conceitos, tendo culminância no encontro e após este, tornar-se uma escola de formação permanente para as lideranças juvenis. Serão utilizadas as ferramentas de comunicação já existentes e potencializadas as alternativas diante das dificuldades de acesso ainda presente na Amazônia. Neste sentido, definido o plano de comunicação através de multiplicadores locais, que se dedicarão aos processos de comunicação dos grupos e entre os grupos.

O I EAJUMA ficou definido para os dias 20 a 25 de Julho de 2010, no Estado do Tocantins, tendo em vista a descentralização da organização do evento e parceria de todos os estados para viabilização de transporte até o local e demais recursos que forem levantados.

Viva a juventude pelo meio ambiente na Amazônia!! Muitos frutos virão desta etapa de mobilização e articulação dos movimentos e lideranças juvenis amazônidas!!!

Confira as fotos no álbum do CJ-PA:

http://picasaweb.google.com.br/coletivojovempara/PlanejamentoJuventudePeloMeioAmbienteNaAmazonia

Veja a notícia no site da Rede Mocoronga:

http://redemocoronga.org.br/2009/11/30/encontro-amazonico-da-juventude-pelo-meio-ambiente/