terça-feira, 4 de agosto de 2009

Artigos CJ: Edioge Júnior abre a seção!



O Coletivo Jovem do Pará vem abrir espaço para postagem de artigos. Idealizado pelo autor do primeiro artigo, Edioge Júnior, este espaço vem mostrar a visão do CJ sobre diversos assuntos, disseminar conhecimentos e despertar reflexões por meio da web.
Parabéns pela iniciativa, Edioge!
Uma boa leitura!

Educação Ambiental no Brasil: uma verdade conveniente.

Mesmo sabendo da importância da educação ambiental, boa parte das secretarias de educação (estaduais e municipais), tem educação ambiental como um nome “bonitinho” a quem destinam um departamento que serve mais para dar emprego a funcionários sem função e receber recursos do Governo Federal do que para realmente fazer educação ambiental.

A organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico noticiou novos dados de um estudo de 2006 cujas conclusões devem servir como alerta para educadores, pais e ambientalistas. No exame internacional Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), três em cada dez alunos do Brasil demonstraram conhecer pouquíssimo ou quase nada a respeito das questões de meio ambiente. Esse exame é realizado a cada três anos em 57 países incluindo o Brasil e tenta comparar alunos de 15 escolas, em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências.

No Brasil, 37% dos estudantes testados não obtiveram o nível mínimo de conhecimento exigido. Apenas 5% atingiram as notas máximas. Entre as 57 nações testadas, o País ficou na posição de número 54, à frente apenas do Azerbaijão, do Quirguistão e do Qatar. A média mundial foi de 16% para o mínimo e de 19% para o máximo. Certamente esse não é o reflexo de uma educação ambiental de qualidade.

Destes alunos 97% acreditam que a poluição é um problema sério e importante, mas apenas 21% são otimistas em relação à melhoria deste quadro nas próximas décadas. 90% dos alunos brasileiros dizem ter ouvido falar em aquecimento global, contudo menos da metade consegue apontar uma fonte geradora da chuva ácida. Assim, podemos concluir que estar familiarizado com o tema, não significa conhecê-lo.

A educação ambiental se constitui numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos, através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais. Infelizmente a realidade não é essa e os dados da OCDE comprovam isso.

Devemos cobrar, não só dos governantes e dos professores, como também de nós mesmos que muitas vezes fechamos nossos olhos para o assunto. Educação ambiental não é exclusividade da escola nem das ONG’s. É nosso dever fazer educação ambiental. Conversar com nossos familiares e amigos [principalmente as crianças e adolescentes] acerca dos problemas ambientais é uma forma de ajudar. O que não resta dúvida é que todos nós não podemos e não devemos ficar “de braços cruzados” “olhando a banda passar” e esperando somente do poder público.

Fica aos leitores o convite para engrossar e aumentar essa corrente. Juntos, com união, perseverança e confiança na coletividade, conseguiremos mudar.


Edioge Agrìcio Junior é graduando do 2° ano de Ciências Naturais/Química da Universidade do Estado do Pará – UEPa e CJ São Miguel do Guamá.


Você pode contribuir com este espaço, enviando seu artigo para coletivojovempara@gmail.com, a equipe do CJ irá analisar com carinho. Seja bem vind@!

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